Os profissionais da educação da rede estadual da Paraíba paralisaram as atividades nesta quarta-feira (15), em todo o estado, em adesão à paralisação nacional em defesa da educação pública, convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). O movimento ocorre com atos em diversos municípios e integra mobilizações articuladas nacionalmente.
A paralisação acontece, sobretudo, como parte de uma agenda conjunta com a Marcha da Classe Trabalhadora, organizada pela CUT e outras centrais sindicais, em Brasília. Além disso, a mobilização reúne reivindicações tanto nacionais quanto estaduais da categoria.
No âmbito estadual, os trabalhadores cobram o cumprimento integral do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), a incorporação da bolsa desempenho, o reposicionamento de servidores aposentados, além de valorização profissional e melhores condições de trabalho.
Em nível nacional, as principais pautas incluem o fim da escala de trabalho 6×1, a aprovação do Projeto de Lei 2531, que prevê piso salarial para funcionários de escolas, e a regulamentação da negociação coletiva no serviço público, conforme a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
As mobilizações ocorrem nas 14 regionais de ensino da Paraíba, com programações distribuídas em várias cidades. Em João Pessoa, por exemplo, o ato acontece na Praça dos Três Poderes, em frente à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Já em Guarabira, a atividade inclui um “Café com Luta”, realizado às 9h na sede sindical.
Em Campina Grande, o protesto ocorre no escritório de representação do Governo do Estado. Enquanto isso, em cidades como Cuité e Monteiro, as ações são realizadas nas Gerências Regionais de Educação. Em Cajazeiras, a mobilização acontece na sede do Sintep-PB.
Outras cidades também registram atos. Em Catolé do Rocha, a concentração está prevista para as 9h30. Em Princesa Isabel, haverá uma roda de conversa na ECIT Nossa Senhora do Bom Conselho, às 8h. Em Patos, a programação inclui lançamento de serviços na sede sindical, seguido de mobilização na Gerência Regional.
Além disso, em Itaporanga, a atividade ocorre na Escola Estadual Adalgisa Teódulo, às 8h. Já em Itabaiana, o ato será realizado na Praça Epitácio Pessoa, também às 8h.
De acordo com o coordenador-geral do Sintep-PB, Felipe Baunilha, a paralisação busca dar visibilidade às demandas da categoria. “Defendemos o fim da jornada 6×1, que impacta diretamente na qualidade de vida da população. Também lutamos pela valorização dos profissionais da educação pública, que atendem cerca de 80% das crianças e adolescentes do país”, afirmou.
Segundo ele, investir em educação significa investir não apenas em infraestrutura, mas principalmente na valorização dos profissionais, considerados essenciais para o desenvolvimento do país.
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