Apostadores deixam de resgatar R$ 1,3 bilhão das bets; saiba o que fazer

A proibição do funcionamento das bets foi anunciada em 25 de setembro, alcançando também jogos online e cassinos virtuais. Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Mais de R$ 1,3 bilhão deixaram de ser resgatados das casas de apostas que encerraram as suas atividades nesta semana, em decorrência de medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A situação atinge mais de 26 milhões de apostadores que continuam com saldos depositados nessas plataformas.

O prazo para o saque voluntário dos recursos diretamente nas plataformas encerrou-se na última segunda-feira (5). Com o término desse período, os apostadores com valores retidos devem aguardar a devolução automática a ser efetuada pelos próprios bancos. Os repasses bancários estão programados para ocorrer entre sexta-feira (9) e a próxima quarta (14).

Caso o dinheiro não seja depositado na conta bancária essa data, a Caixa Econômica Federal atuará para intermediar a devolução. Se o valor continuar indisponível após a intervenção, a orientação é para que o consumidor acione o Procon, sendo suficiente apresentar um print de tela com a comprovação do saldo para efetuar a abertura da reclamação.

A proibição do funcionamento das bets foi anunciada em 25 de setembro, alcançando também jogos online e cassinos virtuais, a exemplo do “jogo do tigrinho”. A medida determinou penas para quem explorar, operar ou divulgar essas plataformas. Desde terça-feira (6), os sites e aplicativos estão fora do ar, contabilizando mais de 11 mil páginas ilegais de apostas derrubadas pelo governo federal.

É preciso ter cautela contra tentativas de fraude e golpes no período de ressarcimento dos valores não resgatados das bets. Mensagens recebidas em redes sociais ou aplicativos de mensagem contendo links sobre supostos créditos a receber podem direcionar o usuário para páginas falsas e resultar na invasão do celular.

 

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