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África do Sul considera diminuir luz do sol com dióxido de enxofre

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Para evitar outro difícil período de seca na Cidade do Cabo, na África do Sul, como o que ocorreu entre 2015 e 2017, medidas extremas podem ser necessárias. Considerando que até o fim deste século o município portuário poderá passar por outro “dia zero”, quando não haverá água suficiente para todos, o lançamento de partículas minúsculas de dióxido de enxofre na alta atmosfera para refletir a luz solar já é cogitado. O objetivo? Tornar as condições do solo mais escuras.

A ideia vem de um artigo publicado na revista Environmental Research Letters e desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Cidade do Cabo, em colaboração com a Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia e do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos.

A intenção é que a liberação de partículas de dióxido de enxofre na atmosfera evitem um ‘dia zero’, ou seja, quando não haverá água o suficiente para todos. Créditos: Punghi/Shutterstock

A estratégia relatada pode ser definida da seguinte forma: liberação de dióxido de enxofre aerossolizado na atmosfera, que deverá refletir e diminuir, artificialmente, a luz do sol. Cabe destacar que esta ação poderia mitigar os riscos de um “dia zero” em até 90%.

Cabe lembrar que de 2015 a 2017, a Cidade do Cabo sofreu grandes impactos com uma seca devastadora. Reduções extremas de pelo menos 50% em relação ao uso de água foram necessárias, mas estas medidas podem não ser suficientes até o fim do século.

Argumentos contra
Apesar de ser a alternativa à vista que mais se destaca, por enquanto, para que a Cidade do Cabo não sofra com um “dia zero”, grupos contrários à ideia têm se manifestado. Já em dezembro de 2018, o coletivo de defesa da ciência Climate Analytics ressaltava que o lançamento de partículas de dióxido de enxofre na atmosfera não apresenta uma solução para o problema climático, considerando que a técnica não aborda os impulsionadores da mudança climática induzida pelo ser humano.

Além disso, não apenas o grupo, mas outros ativistas da área argumentam que o método poderia afetar o mundo de diferentes formas, definindo “vencedores” e “perdedores” neste processo, bem como ser um possível estopim para conflitos internacionais.

Pesquisadores do setor também destacam que a estratégia não pode ser vista como uma alternativa para reduzir as emissões.

Via: Futurism/The Mail & Guardian