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Bolha em torno do Sistema Solar é muito diferente do que se imagina

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Até hoje, apenas dois objetos criados pelos seres humanos foram capazes de viajar para além dos limites do Sistema Solar: as sondas espaciais Voyager 1 e Voyager 2. Além dos nomes em comum, ambas foram desenvolvidas pela Nasa e lançadas em 1977 com o objetivo de explorar o espaço interestelar, que começa quando acaba a heliosfera, algo que os cientistas acreditavam ter o formato de um cometa – isso até agora, já que um novo estudo indicou que a heliosfera tem uma aparência nada convencional.

As sondas Voyagers demoraram até 2019 para sair da heliosfera. Portanto, quanto ao tamanho, os cientistas estavam certos: a ideia é que a heliosfera se estende muito além do Sistema Solar para agir como um escudo que bloqueia os raios cósmicos recebidos do espaço interestelar. No entanto, o formato longelíneo foi descartado por uma equipe de astrônomos da Nasa, que examinou com cuidado os dados coletados pela Interstellar Boundary Explorer (IBEX), cuja finalidade é efetuar o mapeamento da fronteira entre o Sistema Solar e o espaço interestelar.

Para o estudo, a equipe analisou átomos neutros energéticos à medida que os raios cósmicos viajam do Sol para a heliopausa, que é o limite onde o vento solar perde sua intensidade e passa a ser interrompido pelo espaço interestelar, a cerca de 16 bilhões de quilômetros da Terra.

Além disso, os astrônomos consideraram dados sobre partículas carregadas refletidas no Sistema Solar interno – parte que compreende os planetas -, cortesia da missão Cassini, bem como medições da missão New Horizons, ambas da Nasa.

Com todos os dados em mãos, a equipe notou que, quanto mais o vento solar se afastava do Sol, mais ele interagia com uma quantidade crescente de material do espaço interestelar. Foi então que os astrônomos decidiram criar um modelo 3D da heliosfera – e o resultado foi surpreendente.

De acordo com o estudo, publicado na revista científica Nature Astronomy, o formato da heliosfera não é tão elegante, muito menos parecido com um cometa, como apontam os modelos convencionais. Se fosse para compará-lo a algo, seria a um croissant, a um chiclete mascado ou, principalmente, a um corpo biológico em formação. Confira:

Ainda que gigantesca, a heliosfera também é, no geral, menor, mais estreita e mais redonda do que se imaginava.

Conhecer o formato real da heliosfera pode ser útil para descobrir se bolhas protetoras semelhantes ao redor de sistemas estelares são indicativos de vida universo afora. Afinal, a heliosfera impede que a maioria dos raios cósmicos galácticos penetre no Sistema Solar e é isso que nos mantém vivos por aqui.

Via: Futurism