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Ceni aprova Arão na zaga e avisa que Flamengo está na briga: “Tudo para lutar pelo octacampeonato”

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A vitória do Flamengo, em Brasília, no estádio Mané Garrincha – 2 a 0, com gol contra de Luan, no primeiro tempo, e de Pepê, no segundo – manteve o Rubro-Negro na cola dos líderes. Com 55 pontos, o time de Rogério Ceni, com a segunda vitória consecutiva, está a dois pontos do São Paulo e quatro do Internacional, líder da competição.

Os gaúchos e paulistas são adversários do Rubro-Negro nas últimas duas rodadas da competição. O Flamengo tem um jogo a menos – contra o Grêmio, fora de casa.

Depois da partida, Rogério Ceni comentou a atuação da equipe na vitória contra o Palmeiras. Para a próxima partida, contra o Athletico, no domingo, às 16h, em Curitiba, o treinador não terá Bruno Henrique e Renê, suspensos pelo terceiro cartão amarelo.

– Temos tudo para lutar pelo octacampeonato – avisou o treinador do Flamengo, que é ídolo do São Paulo e falou em “octacampeonato”. O clube paulista reivindica a “taça das bolinhas” por desconsiderar o Flamengo como campeão de 1987.

Pressionado até a partida em Goiânia (vitória por 3 a 0 sobre o Goiás), Ceni disse que viu evolução na equipe e sentiu o time mais forte para seguir na luta pelo título.

– Sempre estamos num processo de evolução, de construir algo mais sólido a cada jogo. Somando os dois tempos, o time brigou. Além do talento. Não lembro quando o time começou com seis jogadores altamente técnicos como hoje. Foi um prêmio pela ousadia. Não é uma coisa que acontece do dia para a noite – afirmou Rogério Ceni.

O técnico mexeu na equipe para o jogo contra o Palmeiras. Recuou Willian Arão do meio de campo para a zaga e disse que gostou do que viu.

– Treinamos semana passada com ele nessa função, já fez isso meio tempo ou últimos 15 minutos. Hoje achei que encaixava melhor, esperava o Rony começando jogando, mas não foi. Nem ele nem Breno. Ele (Arão) tem mais mobilidade, então achei que ele com Rodrigo Caio ficaria uma boa dupla. Mas onde quer que ele jogue é muito importante aqui – disse Ceni.

O técnico contou que o jogador lhe deixou muito à vontade para improvisá-lo em outro setor. Lembrou que Arão tem longa trajetória com a camisa rubro-negra.

– Ele tem uns 270 jogos com a camisa do Flamengo. Ele mesmo me disse: “professor, onde quiser que eu jogue, vou ajudar”. É um cara que contribui muito com o dia a dia do Flamengo.

Mais da coletiva de Rogério Ceni:

Resultado contra time do G-6

– Não lembro se peguei outro time no G-6. O Flamengo estava com dificuldades, mas foi importante. Mostra para a gente que é possível enfrentar esses times. Palmeiras veio com a força máxima, está na final da Libertadores e da Copa do Brasil. Ainda temos mais três jogos contra esses times de cima: Internacional, São Paulo e Grêmio. Faltam mais oito ainda.

Vitória contra adversário forte

– Enfrentamos um Palmeiras que vinha com seis ou sete gols tomados nos últimos dez jogos. Traz a motivação vencer. Sentimento que a gente sabe, quando o Flamengo sente a possibilidade ele vem cada vez mais forte. Serve de combustível, traz confiança. Mas o jogo contra o Athletico será muito difícil.

“Não vejo nesse momento Pedro e Gabriel juntos”

– É muito cedo para falar algo pós-jogo. Quando o Bruno Henrique tomou o terceiro amarelo, quis deixar ele até o fim do jogo. Depois, coloquei os jovens, mais descansados. Usei tudo do Bruno para depois darmos uma trabalhada. Não vejo nesse momento Pedro e Gabriel juntos. Nem o Pedro nem o Gabriel têm essa característica de lado como o Bruno. É uma função importante. Ainda não pensei firme no Athletico, começo a partir de amanhã.

Gramado de Brasília

– A escolha de Brasília foi feita por ser a proximidade da cidade de Goiânia. A gente veio tranquilo de ônibus, descansando. Pelo gramado, então, podemos ter mais jogos aqui. Gramado bem cuidado que dá para se praticar um bom futebol. Ainda mais pelo tempo sem futebol aqui.

Fla diferente?

– Acho que nós criávamos chances de gol, mas não conseguíamos fazer. Melhoramos contra o Goiás, mas não foi um jogo fora de série. O time entendeu que, além do talento, é preciso se esforçar mais. Os caras compram a ideia da gente. O mais importante é que esse espírito permaneça até o fim do campeonato.

Trégua para trabalhar?

– Trégua, normalmente, se tem quando se está em guerra. Aqui, penso que estamos do mesmo lado. Os atletas pensam assim também. Não sou um cara muito ligado em redes sociais. Não baseio minhas escolhas em fatores externos, mas sei que há cobrança. Eu vivo o mundo do dia a dia do CT, da minha casa para o CT. Vale ressaltar os dois jogos sem tomar gols. Isso é importante também. Mas “trégua” não combina com o que se tem aqui. Lógico que resultados são importantes, mas não evidenciam tudo. Hoje, jogamos com outra rotação, outra intensidade. Mas aqui fazemos o melhor para o clube e, consequentemente, para o torcedor. Mas não há uma guerra.

 

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