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A amamentação em até uma hora após o nascimento protege o bebê de infecções e reduz a mortalidade infantil

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A amamentação em até uma hora após o nascimento protege o bebê de infecções e reduz a mortalidade infantil, reforçam orientações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde para a Semana Mundial de Aleitamento Materno (entre 1 e 7 de agosto).

Esse é um dos motivos pelos quais a amamentação exclusiva é recomendada até os seis meses de vida — mesmo água ou chá é devem ser evitados se possível, dizem entidades. A introdução de outros líquidos, bem como da mamadeira ou da chupeta estão associados ao desmame precoce, diz o ministério.

“Água, chás e principalmente outros leites devem ser evitados, pois há evidências de que o seu uso está associado com desmame precoce e aumento da morbimortalidade infantil”, diz o Ministério da Saúde.
O risco de mortalidade por diarreia ou outras infecções aumenta significativamente em crianças que foram parcialmente amamentadas ou sequer chegaram a receber leite materno.

Além da proteção no curto prazo, crianças e adolescentes que foram amamentados têm menos chance de se tornarem obesos e estudos demonstraram que eles se saíram melhor em testes que avaliaram inteligência, reforçam as entidades.

Apesar dos benefícios, não são todas as crianças que recebem amamentação exclusiva. Segundo dados de 2017 da Organização Mundial de Saúde, apenas 38% delas são alimentadas exclusivamente com o leite da mãe até os 6 meses de idade. Também apenas 32% continuam sendo amamentadas até os dois 2 anos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, se todas as crianças do mundo fossem amamentadas, seria possível salvar a vida de 820 mil crianças de até 5 anos de idade anualmente.

Confira alguns dos benefícios da amamentação:
Para o bebê

O leite materno contém todos os nutrientes e anticorpos essenciais até o 6º mês de vida;
Bebês que foram amamentados têm menos chance de se tornarem obesos ou com sobrepeso no futuro;
A amamentação previne alergias, anemia e infecções respiratórias, como a asma;
Bebês amamentados têm risco menor de desenvolver diabetes tipo II;
Crianças que tiveram amamentação exclusiva até os seis meses tiveram 3 pontos em média a mais em testes de QI.

Para mães

A amamentação reduz a depressão pós-parto;
O leite materno é acessível;
A amamentação ajuda no controle da natalidade(tem uma taxa de proteção de 98% nos primeiros seis meses);
Tem um efeito protetor contra o câncer de mama e de ovário;
A amamentação reduz o risco da mulher desenvolver diabetes tipo 2 após a gravidez.
Responsabilidade de toda a sociedade
As entidades reforçam que o incentivo à amamentação deve envolver toda a comunidade. Além da licença-maternidade de quatro meses, empresas devem por lei oferecer dois descansos diários para a mãe, de meia hora cada um, até o 6º mês de vida do bebê.

Algumas empresas também aderiram ao Programa Empresa Cidadã, da Receita Federal, e passaram a adotar a licença-maternidade de seis meses.

O Ministério da Saúde também estimula que toda a sociedade respeite a mãe que está amamentando, reconhecendo o valor da amamentação. Profissionais de saúde também são orientados a introduzir o pai no processo de amamentação.

Em abril desse ano, a Organização Mundial de Saúde publicou uma lista com 10 recomendações para que profissionais de saúde ajudem no estímulo do aleitamento exclusivo. Dentre os incentivos, está em facilitar o contato da mãe com o bebê o mais rápido possível após o nascimento.

 

 

Fonte. g1.globo.com