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Cientistas japoneses querem criar um foguete movido a micro-ondas

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Um grupo de cientistas da Universidade de Tsukuba Nagoya, no Japão, está trabalhando na utilização um feixe de micro-ondas focalizado no solo para alimentar foguetes. A solução visa tornar os veículos espaciais mais leves, já que grande parte do espaço e do peso de um foguete estão no local dedicado ao armazenamento para seu suprimento de combustível.

Em testes preliminares, a equipe de engenheiros conseguiu juntar um pequeno drone quadrotor de voo livre com um poderoso micro-ondas. Os resultados do estudo foram publicados no final do mês passado na revista Journal of Spacecrafts and Rockets. Segundo os pesquisadores, esse teste foi responsável por trazer a certeza de que a ideia que tiveram era realmente viável.

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Agora, os engenheiros acreditam que sejam necessários apenas alguns ajustes para que os feixes de micro-ondas possam não só possibilitar a elevação de uma aeronave, mas também de colocar foguetes em órbita em algum dia no futuro. A equipe não foi a primeira a experimentar alimentar um foguete com um feixe de micro-ondas, mas foram os primeiros a tentar isso em muito tempo.

Avanços tecnológicos ajudaram os engenheiros
A nova tentativa mostra que os pesquisadores do Japão tinham feixes mais poderosos e sistemas de rastreamento mais avançados disponíveis, o que permitiu que o experimento funcionasse em um ponto que os anteriores falharam. Para isso, os engenheiros usaram um sofisticado sistema de rastreamento de feixe, a fim de garantir que o drone recebesse o máximo de potência.

Além disso, visando aumentar a eficiência de transmissão, os pesquisadores ajustaram cuidadosamente a fase das micro-ondas usando de aparelho deslocador de fase analógico, que foi sincronizado com sistemas de GPS. A técnica de propulsão pode parecer bastante incomum, mas foi suficiente para manter um drone de quatro motores no ar.

Mas falta muito…
Porém, a tecnologia ainda é bastante embrionária e é improvável que vejamos um foguete da Nasa movido a micro-ondas indo para o espaço tão cedo. Hoje, um grande problema é a energia perdida no processo. A eficiência energética geral obtida nos testes foi relativamente baixa, atingindo uma taxa de apenas 0,43%, segundo os autores do estudo.

 

Ainda é muito baixo, mas já é bem melhor do que os 0,1% atingidos em experimentos anteriores e, como de grão em grão, a galinha enche o papo, uma hora essa equipe ou outras que continuem seu trabalho no futuro, devem conseguir resolver o problema da eficiência energética.

Com informações do Futurism