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Doença que matou neto de Lula já afetou dez paraibanos este ano

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A Paraíba já registrou este ano 10 casos de meningite, a mesma doença que acometeu e foi causa de morte do menino Arthur Lula da Silva, 7 anos, neto do ex-presidente Lula. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde.

A doença foi detectada em pacientes de João Pessoa, Campina Grande, Alcantil, Alagoa Grande, Catolé do Rocha e Sousa. No ano passado, foram confirmados 38 casos da doença no Estado. Em 2017, 50 registros foram realizados.

A meningite é um processo inflamatório das meninges, tecido que envolve o cérebro, causado pela bactéria Neisseria meningitidis.

Segundo o médico infectologista do Hapvida João Pessoa, Fernando Chagas, a doença é transmitida pela via respiratória e pode levar a morte em pouco tempo pelo seu avanço rápido no corpo humano.

Os sintomas da doença sintomas incluem febre alta, dor de cabeça e rigidez do pescoço ou da nuca. Também é normal o paciente ter mal estar, náusea, vômito, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz) e confusão mental. Conforme o quadro se desenvolve, acrescenta-se à lista convulsão, delírio, tremor e coma.

“É importante ter cuidado com lugares aglomerados em períodos de surtos da doença. Ao ter contato íntimo com pessoas que tenham tido esse tipo de meningite é válido procurar assistência médica para fazer o uso de medicamentos que matam a bactéria. Além disso, lembrar sempre de manter os cuidados com a higiene pessoal”, afirmou o infectologista.

Diagnóstico
O diagnóstico das meningites é feito por meio de uma punção em que se faz retirada do líquido presente entre as meninges. Essa punção, cerebroespinhal é feito na coluna. O tratamento da meningite bacteriana é feito com antibióticos, associados ou não a corticóides e a internação sempre é necessária.

Vacinas
Existem vacinas contra os sorotipos que causam a meningite meningocócica, que são a A, B, C, W, Y. Porém, a única disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é a do tipo C. Já as do tipo B e a conjugada A, C, W, Y só é encontrada na rede privada.

portalcorreio