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Facebook compra startup que faz pulseira capaz de ler mente do usuário

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O Facebook quer saber o que se passa dentro da sua cabeça. Ou quase isso: nesta segunda-feira, 23, a empresa de Mark Zuckerberg anunciou a aquisição da CTRL-labs, uma startup de Nova York que está explorando maneiras de as pessoas se comunicarem com computadores usando sinais cerebrais.

O anúncio foi feito pelo vice-presidente da divisão de Realidade Virtual e Realidade Aumentada do Facebook, Andrew Bosworth. No texto, Bosworth não revelou valores, mas segundo informações da imprensa americana, o acordo é avaliado entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão. O time da CTRL-labs fai se juntar à equipe de pesquisa das áreas de RV e RA do Facebook, o Facebook Reality Labs.

Ainda não foi definido se o time da CTRL-labs permanecerá em seu escritório em Nova York ou se a equipe vai se mudar para alguma das sedes do Facebook Reality Labs — a principal área de pesquisa da empresa fica em Redmond, no Estado de Washington, onde também estão a matriz da Microsoft e o escritório americano da Nintendo.

O Facebook disse que pretende usar a tecnologia de interface neural da CTRL-labs no desenvolvimento de uma pulseira que se conecta a outros dispositivos de forma intuitiva.“A visão para este trabalho é uma pulseira que permite que as pessoas controlem seus dispositivos como uma extensão natural do movimento”, disse Bosworth. “Esperamos construir esse tipo de tecnologia em escala e transformá-lo em produtos de consumo mais rapidamente.”

Relatos da mídia dizem que a CTRL-labs está trabalhando com ciência do cérebro e aprendizado de máquina para criar interfaces para as pessoas controlarem e manipularem computadores pensando, sem precisar fazer gestos ou, no máximo, utilizando gestos sutis.

De acordo com especialistas, no entanto, o dispositivo seria capaz apenas de detectar ações já definidas pelas pessoas, não sendo capaz de realizar gestos que as pessoas estavam em dúvida de fazer ou influenciar seu comportamento. O dispositivo de pulso da startup, atualmente em estágio de desenvolvimento, usa sensores para rastrear gestos e atuaria como um dispositivo de entrada.

Link – Estadão