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Filiação de Ricardo Coutinho ao PT é articulada com aval de Lula e Gleisi

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A possível filiação do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) ao Partido dos Trabalhadores está sendo negociada com o aval do ex-presidente Lula e da presidente nacional do partido, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR). Uma foto emblemática foi publicada pelo socialista no Instagram, nesta terça-feira (27), com a legenda “Seguimos juntos por Democracia, Trabalho e Saúde para o nosso povo, no Brasil e na Paraíba. Venceremos”. A foto faz referência a um encontro recente do socialista com o petista, em São Paulo.

A informação sobre as articulações para a filiação é do presidente estadual da sigla, Jackson Macedo. O dirigente explica que as conversas estão maduras, mas evitou fechar questão. “O que eu posso dizer é que vou lutar internamente, dentro do partido, para que essa adesão aconteça”, explicou. O objetivo é atrair para o partido também, visando as eleições do próximo ano, socialistas como os deputados estaduais Jeová Campos, Cida Ramos e Estela Bezerra. “São companheiros valorosos e que tiveram uma história longa e marcante dentro do PT”, acrescentou.

A possível filiação de Ricardo Coutinho no PT deve encontrar resistência de parte significativa da legenda. Na eleição para prefeito, no ano passado, o deputado estadual Anísio Maia peitou a direção nacional do partido e disputou a prefeitura de João Pessoa batendo chapa com o ex-governador. Isso apesar de a direção nacional ter assegurado o apoio ao socialista no pleito. O petista, respaldado pela direção municipal do partido, se mantém na base de apoio do governador João Azevêdo (Cidadania).

O ex-presidente Lula deve vir à Paraíba no próximo mês e a expectativa dos petistas é que o assunto seja aprofundado até lá. Caso haja a filiação do socialista ao PT, que foi seu antigo partido, haverá dificuldades para o movimento do governador João Azevêdo (Cidadania) visando o apoio do petista para a disputa da reeleição. Outro que busca o apoio do petista é o ex-prefeito Luciano Cartaxo (PV).

A aproximação de Ricardo com o antigo partido acontece no momento em que o socialista enfrenta uma série de denúncias de corrupção, formuladas pelo Ministério Público. Ele se tornou alvo da operação Calvário, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Para piorar a situação, o ex-governador ainda foi considerado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e teve as contas referentes a 2017 rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Para ser candidato em 2022, ele terá que conseguir um efeito suspensivo na Justiça.

Blog do Suetoni