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Guia do Paraibano 2021: confira tudo o que você precisa saber sobre o estadual

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O Campeonato Paraibano começa nesta semana, com os quatro jogos da primeira rodada distribuídos em quatro dias diferentes. Depois de idas e vindas e dois adiamentos, a 111ª edição do estadual, enfim, vai ter a bola rolando na próxima quarta-feira, com o atual campeão Treze recebendo o Atlético-PB na partida que abre a competição. Por sinal, serão 34 jogos até o torcedor conhecer quem vai erguer a taça de campeão em 2021. E, para deixar a amiga e o amigo internauta bem informados, o ge Paraíba preparou um guia com informações sobre os times, os principais destaques, a fórmula de disputa da competição e o que esperar dos participantes.

Forma de disputa
O Paraibano de 2021, que chegou a ser cancelado no consenso da maioria dos dirigentes dos oito clubes, sob alegação de falta de recursos financeiros, vai ter apenas 11 datas. Estão nessa disputa: Atlético de Cajazeiras, Botafogo-PB, Campinense, Nacional de Patos, Perilima, São Paulo Crystal, Sousa e Treze. O Galo, por sinal, é o atual campeão da competição.

A primeira fase vai apresentar sete rodadas para que as equipes se enfrentem no sistema de todas contra todas, em jogos apenas de ida. Apenas uma delas será rebaixada, a que menos pontuar após todos os jogos dessa etapa inicial do estadual. O penúltimo colocado fica no limbo, sem cair e sem se classificar. Enquanto os seis primeiros colocados avançam para o mata-mata. Ou seja, o Paraibano 2021 vai ser praticamente oito ou 80: um time pode ser rebaixado e outro, que também estava nessa briga, pode se classificar para o mata-mata.

Dos seis que seguem na briga pelo título, os dois primeiros colocados se classificam direto para as semifinais. E aí uma novidade marca esta edição: é que vai haver uma repescagem com um cruzamento olímpico envolvendo os times que ficarem da terceira à sexta colocação (3º x 6º e 4º x 5º), em jogo único; essa fase vai definir os outros dois semifinalistas.

As semifinais também vão ser decididas em 90 minutos — o líder geral da primeira fase enfrenta 4º ou 5º, enquanto o vice-líder geral enfrenta 3º ou 6º. A finalíssima, no entanto, ganhou a flexibilidade de ser decidida em dois confrontos entre os clubes finalistas.

A edição 2021 do Campeonato Paraibano também tem outro detalhe. É que, no Conselho Técnico para definir o formato de disputa, a FPF e os dirigentes dos clubes entraram em acordo para que, se houver necessidade de definição de terceiro e/ou quarto colocados gerais — para critérios de classificação para a Série D do ano seguinte — isso se dará a partir de um jogo único entre os derrotados nas semifinais.

Como essa partida depende de haver necessidade — para apontar classificados às competições nacionais —, ela não está previamente prevista na tabela. Mas o regulamento deixa claro em que moldes ela deve acontecer, se houver necessidade: “3º e 4º colocado será definido caso necessário em jogo único, com o mando de campo do melhor posicionado na 1ª fase classificatória”.

E há um detalhe em aberto no regulamento, sobre a final. O texto do documento não especifica o que acontece em caso de empate na decisão, sobre qual critério de desempate será adotado para decidir quem fica com o título. Não existe apontamento se a final seria decidida nos pênaltis ou se a taça ficaria com o clube que obtiver a melhor campanha na competição. No entanto, o diretor de competições da FPF, Gustavo Trindade, informou ao ge Paraíba que, em caso de igualdade na final, o campeão será conhecido após disputa por pênaltis.

É bom lembrar que o Campeonato Paraibano não conta com a utilização do VAR. Tudo fica decidido mesmo dentro de campo.

Estadual na pandemia pelo segundo ano seguido
Pelo segundo ano seguido, o Campeonato Paraibano vai acontecer em meio à pandemia da Covid-19. Na edição passada, quase toda a primeira fase aconteceu normalmente, antes do caos provocado pelo vírus. No entanto, a sequência dele, a partir de julho, foi com portões fechados, já com as medidas adotadas no futebol do país.

E, sobre a realização dos jogos em meio ao descontrole da pandemia da Covid-19, o secretário de Saúde do Governo da Paraíba, Geraldo Medeiros, garantiu que o futebol profissional seguiria normalmente, já que, segundo ele, se trata de um ambiente controlado. Semanas depois, com o aumento dos casos e de óbitos, o Governo do Estado adotou medidas mais rígidas, fechando estádios e centros esportivos.

Diante dessa situação, o campeonato, que já havia sido adiado de 17 para 31 de março, foi adiado novamente, desta vez para o dia 14 de abril, esta quarta-feira. Agora a bola vai mesmo rolar.

Quando começou? 1908, 1917 ou 1919?
Falar da história do Campeonato Paraibano é sempre um desafio. Isso porque são vários asteriscos ao longo dos anos, e a FPF não costuma colocar um ponto final nas dúvidas. A começar pelo ano da primeira competição. Muitos cravam 1917, quando o Pio X se sagrou campeão de um campeonato minimamente organizado; outros apontam para 1919, quando surgiu a Liga Desportiva Parahyba, precursora da atual Federação.

Mas, nos últimos anos, os historiadores vêm considerando mais a hipótese de que o primeiro campeonato foi realizado em 1908, quando os times existentes à época se organizaram pela primeira vez para uma disputa. Essa é a linha também adotada neste guia. Por isso, em 2021, vai ser disputada a 111ª edição do Campeonato Paraibano.

Ainda assim, existem outras polêmicas. O campeonato de 1922 não aconteceu, mas o Pytaguares é reconhecido como campeão daquele ano por ter vencido o Torneio Início. Em 1930 e 1951, o campeonato, de fato, não aconteceu. Em 1975, o título foi dividido por Botafogo-PB e Treze, mas até hoje o Campinense briga na Justiça para tirar a taça do Galo e ser proclamado campeão. Em 1985, por falta de datas, o campeonato não foi decidido. E em 2002, na polêmica mais recente, o Botafogo-PB questiona o título do Atlético de Cajazeiras, que teria escalado jogadores de forma irregular; para a Federação, vale o que foi decidido em campo, ou seja, taça para o Trovão Azul.

Lista de campeões
A lista de campeões paraibanos é extensa. Também não é para menos, trata-se de uma competição centenária, com algumas polêmicas e fins sem vencedores, mas o fato é que diversas equipes já experimentaram da sensação de erguer a principal taça do estado.

O curioso é que muitos dos clubes que venceram o Campeonato Paraibano já não estão mais em atividade, como o Esporte Clube Cabo Branco, por exemplo. A extinta equipe profissional de João Pessoa venceu a competição em 10 oportunidades.

O fato é que nenhuma equipe, até então, conseguiu se aproximar do Trio de Ferro. O Botafogo-PB lidera a lista com 30 títulos estaduais, seguido pelo Campinense, com 20 troféus. O terceiro colocado é o Treze, vencedor de 16 edições do Paraibano.

Confira a lista completa dos campeões paraibanos:

Botafogo-PB: 30 vezes
Campinense: 20 vezes
Treze: 16 vezes
Cabo Branco: 10 vezes
Auto Esporte: 6 vezes
Palmeiras-PB: 5 vezes
América-PB: 3 vezes
Astrea: 2 vezes
Brasil: 2 vezes
Red Cross: 2 vezes
Santa Cruz de Santa Rita: 2 vezes
Sousa: 2 vezes
Atlético de Cajazeiras: 1 vez
CA Parahybano: 1 vez
Confiança de Sapé: 1 vez
Estrela do Mar: 1 vez
Felipeia: 1 vez
Nacional de Patos: 1 vez
Parahyba FC: 1 vez
Parahyba Sport: 1 vez
Parahyba United: 1 vez
Em negrito estão os times ainda em atividade

Os times
Campeonato Paraibano 2021 vai contar com oito equipes — Foto: Arte: Cisco Nobre / ge
Campeonato Paraibano 2021 vai contar com oito equipes — Foto: Arte: Cisco Nobre / ge

Guia da pré-temporada: veja como estão os elencos dos clubes paraibanos para 2021
Atlético de Cajazeiras
Uma pré-temporada bem bagunçada foi a do Atlético de Cajazeiras. A equipe talvez tenha protagonizado a mais confusa preparação dentre os oito times que vão disputar o Campeonato Paraibano desta temporada. Primeiro, a antiga gestão deixou o clube, sendo realizada uma nova eleição. Depois disso, veio uma parceria com uma empresa terceirizada, que passaria a cuidar do departamento de futebol.

Alexandre Lima é o técnico do Atlético-PB para 2021 — Foto: Divulgação / Atlético-PB
Alexandre Lima é o técnico do Atlético-PB para 2021 — Foto: Divulgação / Atlético-PB

Com a H9 Soccer no comando, o Trovão Azul montou uma equipe e começou a trabalhar para o Campeonato Paraibano. Contudo, essa parceria acabou sendo desfeita e boa parte dos jogadores contratados foram liberados pelo clube. Sendo assim, feito às pressas, o Azulino preparou o seu novo plantel, tudo isso sob o comando de Alexandre Lima, técnico que dirigiu o Auto Esporte em 2019.

Ou seja. diante de tudo isso que acontece num curto intervalo de tempo, é provável que o Atlético-PB entre no estadual lutando apenas para permanecer na elite do futebol paraibano.

Técnico: Alexandre Lima

Principal destaque: Diego Higino (atacante)

Elenco: o novo plantel atleticano conta, em sua maioria, com peças mais desconhecidas do torcedor paraibano, como os casos do lateral Desailly Sampaio, o atacante Bruno Jonhs, entre outros. Todavia, também há nomes que certamente a torcida conhece, como o zagueiro Egon, o meia Tchê Tchê e o atacante Duílio. Contudo, a expectativa está mesmo no atacante Diego Higino, de 34 anos, nome rodado, que já passou por diversas equipes e até jogou no exterior.

O que esperar? Briga para permanecer

Botafogo-PB
Depois de um 2020 frustrante, o Botafogo-PB planejou uma nova temporada mais pé no chão, formando um time mais barato e cortando gastos para lidar com as dívidas. E, para comandar uma equipe mais simples, o Belo apostou na experiência do ídolo Marcelo Vilar. O comandante voltou ao clube após quase seis anos.

Só que o retorno do treinador foi uma das piores ideias da diretoria. Afinal de contas, o time não venceu nos jogos em que Vilar comandou a equipe na Copa do Nordeste, sendo demitido após a sexta rodada, na qual o Belo foi derrotado pelo Treze. Ou seja, não teve um planejamento bem feito nem paciência por parte da direção botafoguense.

Para o lugar de Vilar, chegou Gerson Gusmão. O ex-treinador do Operário-PR chegou e conquistou a primeira vitória do Belo no ano, concluindo a participação na Copa do Nordeste e já mirando um rendimento melhor no Campeonato Paraibano.

Apesar de cortar gastos, o Botafogo-PB conseguiu o retorno de Clayton — Foto: Aílton Cruz / Gazeta de Alagoas
Apesar de cortar gastos, o Botafogo-PB conseguiu o retorno de Clayton — Foto: Aílton Cruz / Gazeta de Alagoas

O Botafogo-PB espera voltar a conquistar o estadual e tem elenco suficiente para brigar pelo título. No entanto, é importante frisar que a jornada botafoguense em 2021 não começou das melhores, com uma campanha na Copa do Nordeste abaixo do esperado, sendo eliminado ainda na fase de grupos.

Acompanhe o dia a dia do Belo
Maior campeão estadual da última década, o Alvinegro da Estrela Vermelha briga por mais um título, mas enxerga os rivais de Campina Grande mais próximos do que aconteceu em boa parte dos anos entre 2010 e 2020.

Técnico: Gerson Gusmão

Principal destaque: Clayton (meia)

Elenco: o time do Belo tem como destaque o meia Clayton, que se destacou demais nas campanhas de 2018 e principalmente 2019. O jogador voltou ao clube como o principal reforço para a temporada, mas vai precisar atingir um nível físico para buscar ter o protagonismo que alcançou em sua primeira passagem pelo clube.

Além dele, o Alvinegro de João Pessoa tem um time que conta com peças experientes, como os casos do goleiro Felipe e dos meias Juninho e Marcos Aurélio, que permaneceram para 2021. O zagueiro Fred também entra nessa lista, mas ele ainda se recupera de uma grave lesão sofrida no ano passado.

Se experiência não falta, um problema que o Botafogo-PB tem enfrentado nesse início de campanha é o setor ofensivo, que ainda não engrenou. Isso porque Bruno, contratado para vestir a 9, rompeu um dos ligamentos do joelho direito e vai perder todo o Campeonato Paraibano. Sem ele, o time conta com o experiente Rafael Oliveira, além dos jovens Ramon e Sávio.

O que esperar? Luta pelo título

Campinense
Assim como o Botafogo-PB, o Campinense teve um 2020 bem ruim. O time foi tri-vice do Campeonato Paraibano consecutivamente, agora perdendo para o arquirrival Treze na final, além de ter feito uma Série D do Campeonato Brasileiro daquelas para esquecer. Por causa disso, a Raposa quer um 2021 bem diferente e conta com um novo presidente, que apostou em Ederson Araújo como o treinador.

Campinense quer encerrar o jejum de títulos nesta temporada — Foto: Samy Oliveira / Campinense
Campinense quer encerrar o jejum de títulos nesta temporada — Foto: Samy Oliveira / Campinense

O técnico acumula boas campanhas à frente do Atlético de Cajazeiras, mas agora foi para o principal desafio de sua jovem carreira. A expectativa é que ele monte um time mais competitivo e que jogue um futebol mais vistoso que o seus dos últimos anos. Contudo, alguns erros permanecem na diretoria rubro-negra, com por exemplo mudar parte do elenco durante a pré-temporada.

Acompanhe o dia a dia da Raposa
Vale ressaltar que o Campinense disputou apenas uma partida oficial na temporada até então, quando foi humilhado pelo Bahia na Copa do Brasil. O resultado de 7 a 1 provocou muita reflexão pelas bandas do Estádio Renatão. Erros como aqueles não serão tolerados no Campeonato Paraibano. Apesar de tudo, o time entra no estadual como um dos candidatos ao título.

Técnico: Ederson Araújo

Principal destaque: Cadu (atacante)

Elenco: o time da Raposa conta com muitas opções, mas boa parte é de apostas que o time fez para ter um bom retorno ao longo de 2021. Dentre as contratações, quem mais se destacou, até aqui, foi o atacante Cadu. O jovem de 23 anos fez uma boa pré-temporada e ainda conseguiu se safar minimamente na goleada sofrida para o Bahia. Naquela ocasião, ele marcou o único gol do Rubro-Negro.

O elenco ainda conta com velhos conhecidos de Ederson Araújo, como os laterais Felipinho e Jackinha, além do remanescente Matheus Régis.

Por outro lado, o treinador vai ter que dar um jeito de arrumar o sistema defensivo, que foi muito mal diante do Bahia. Esse, certamente, foi o principal problema apresentado pela Raposa 2021 na temporada que está só começando.

O que esperar? Luta pelo título

Nacional de Patos
Um time que tem gerado boa expectativa é o Nacional de Patos. O Canário do Sertão firmou uma parceria com a FDA Sports, que comandou o futebol do Campinense numa aventura frustrada em 2020. Com mais tempo para se planejar, a empresa e a diretoria nacionalina trabalharam para montar uma equipe competitiva para o Paraibano deste ano.

Nacional de Patos conquistou o Paraibano uma única vez, que foi em 2007 — Foto: Joab Medeiros / Nacional de Patos
Nacional de Patos conquistou o Paraibano uma única vez, que foi em 2007 — Foto: Joab Medeiros / Nacional de Patos

Para o cargo de treinador, o Naça fez uma aposta: contratou Warley, ex-atacante e dirigente do Botafogo-PB. O agora comandante já havia trabalhado como interino nos tempos de Belo e agora topou o desafio de iniciar de vez a nova carreira. Empolgação não vai faltar para aquele que ainda não cansou de conquistar títulos do Campeonato Paraibano.

O Nacional de Patos entra como aquele time que pode surpreender ao longo do estadual. Mas é preciso manter os pés no chão para não se decepcionar como nos anos anteriores. O caminho ainda é longo.

Técnico: Warley

Principal destaque: Enercino (meia)

Elenco: do time nacionalino, a experiência de Enercino vai ser importante. É verdade que o jogador não foi bem nem pelo Botafogo-PB, muito menos pelo Atlético-PB. Todavia, ele liderou o Canário do Sertão na última vez que vestiu a camisa do clube, ajudando a conquistar o acesso à elite do futebol paraibano. É, sem dúvida, um nome que agrega.

Por sinal, experiência é algo que não vai faltar ao Naça, que também vai contar com o zagueiro Anderson Schmoeller e o volante Fernando Pires, ambos ex-Campinense, além do atacante Jó Boy, nome constante no futebol do estado.

Como apostas, o Nacional de Patos foi de Gabriel Corrêa, meia que teve uma passagem bem discreta pelo Botafogo-PB, e também do volante colombiano Sérgio Villarreal, que é um ponto de interrogação.

O que esperar? Pode surpreender

Perilima
Boa surpresa na Copa do Nordeste Sub-20, a Perilima decidiu realmente apostar no rendimento de sua categoria de base no Campeonato Paraibano. Tanto é que o time vai ter Dinho Silva como treinador, além de boa parte do elenco ser formado por jovens.

Perilima deve brigar contra o rebaixamento no Campeonato Paraibano — Foto: Ramon Smith / Perilima
Perilima deve brigar contra o rebaixamento no Campeonato Paraibano — Foto: Ramon Smith / Perilima

Isso é uma postura diferente da que adotou nos últimos anos, quando fez contratações de jogadores mais experientes, montou planteis interessantes, mas jamais conseguiu um grande retorno técnico, ficando distante de brigar por vagas no mata-mata.

A Águia de Campina, por sinal, sofreu um baque pesado recentemente. É que um surto de Covid-19 fez o time sofrer diante do Bahia na Copa do Brasil Sub-20, perdendo e partida por não conseguir ter jogadores suficientes para concluir os 90 minutos. O fato é que o elenco curto pode complicar.

Técnico: Dinho Silva

Principal destaque: Peixeiro (atacante)

Elenco: do time da Perilima, quem pode aparecer como um bom nome é o atacante Peixeiro. Ele foi muito bem na Copa do Nordeste Sub-20 e necessita de uma chance numa competição profissional. Outro jovem jogador da Águia é o goleiro Isaías, que fez a sua categoria de base no Botafogo-PB e se transferiu para o time na temporada passada.

Dos poucos nomes experientes da Perilima, está o lateral-esquerdo Dudu Paraíba, que disputou a temporada passada pela equipe. Aos 36 anos, o jogador deve liderar a Águia numa campanha que visa a manutenção na 1ª divisão estadual.

O que esperar? Briga para permanecer

São Paulo Crystal
O São Paulo Crystal foi uma das equipes que mudou de treinador durante a pré-temporada. Wilton Bezerra foi quem montou o plantel , mas foi Ramiro Souza quem deu sequência ao trabalho. O experiente treinador volta ao circuito profissional após um longo período dirigindo a base do Botafogo-PB. Ele teve uma breve passagem pelo Auto Esporte no ano de 2018, mas, no Tricolor de Cruz do Espírito Santo, a tendência é que emplaque um período mais duradouro que o que viveu pelo Alvirrubro.

Afogados-PE x São Paulo Crystal, Afogados-PE, Afogados da Ingazeira, São Paulo Crystal — Foto: Cláudio Gomes / Afogados-PE
Afogados-PE x São Paulo Crystal, Afogados-PE, Afogados da Ingazeira, São Paulo Crystal — Foto: Cláudio Gomes / Afogados-PE

O São Paulo Crystal, assim como na temporada passada, deve lutar para não cair de divisão. O lado positivo para o clube é que vai poder mandar os seus jogos no Estádio Carneirão, como foi na reta final da edição 2020. O lado negativo, por óbvio, é não poder contar com o apoio do torcedor de Cruz do Espírito Santo.

Técnico: Ramiro Souza

Principal destaque: Augusto Recife (volante)

Elenco: das contratações do São Paulo Crystal, a principal, que chegou até a surpreender, foi a do volante Augusto Recife. O experiente pernambucano estava naquele histórico elenco do Cruzeiro de 2003 e já rodou o país até desembarcar em Cruz do Espírito Santo. Um nome de muita bagagem para liderar o Tricolor na temporada.

O São Paulo Crystal também vai ter outros nomes conhecidos para disputar o Campeonato Paraibano, como o caso do goleiro João Manoel, que já trabalhou com Ramiro nos tempos de Botafogo-PB, e do atacante Biro Biro, atleta que é quase presença certa no Tricolor de Cruz do Espírito Santo ao longo dos anos.

O que esperar? Briga para permanecer

Sousa
Com muita tranquilidade, o Sousa montou o seu time para a disputa da temporada 2021. O ano vai ser importante para o Dinossauro, que também vai disputar a Série D do Campeonato Brasileiro. Para o estadual, o treinador vai ser Paulo Schardong. O comandante, que já dirigiu o Campinense, está de volta ao futebol da Paraíba.

Sousa vai ter o atacante Almir, campeão paraibano em 2008, no seu elenco — Foto: Jefferson Emmanuel / Sousa EC
Sousa vai ter o atacante Almir, campeão paraibano em 2008, no seu elenco — Foto: Jefferson Emmanuel / Sousa EC

Como de costume, o Sousa é daqueles times que sempre podem surpreender no estadual. É bicampeão paraibano e costuma complicar para qualquer adversário, principalmente quando joga em casa, no Estádio Marizão.

Técnico: Paulo Schardong

Principal destaque: Almir (atacante)

Elenco: o time do Sousa é uma mescla de jovens, como o meia Natalício, boa revelação do CSP, com peças mais maduras, como o atacante Almir, principal reforço do Dinossauro para a temporada. O jogador tem, no currículo, um título do Paraibano, que foi em 2008, pelo Campinense. Aos 35 anos, ele fez um bom período de sua carreira no futebol asiático, mais precisamente na Tailândia e na Malásia.

Quem retornou para o Sousa foi o goleiro Ricardo, que foi campeão estadual pelo clube em 2009. Aos 37 anos, ele tem uma longa história vestindo a camisa do Dinossauro e retorna já na reta final de sua carreira.

O que esperar? Pode surpreender

Treze
Atual campeão paraibano, o Treze vai fazer de tudo para se manter no topo do estadual. Mas, para isso, o time vai ter que conseguir melhorar a sua situação financeira, algo que há tempos é problemático. Por sinal, o 2020 trezeano foi de altos e baixos. O ponto alto foi, sem dúvida, o fim do jejum de títulos, erguendo a taça do Paraibano em cima do rival Campinense. Enquanto isso, o ponto mais baixo foi a queda para a Série D do Brasileirão.

Treze já conseguiu ser competitivo na temporada, mas já mostrou que deve alternar altos e baixos — Foto: Thiago Gadelha
Treze já conseguiu ser competitivo na temporada, mas já mostrou que deve alternar altos e baixos — Foto: Thiago Gadelha

Dentro de campo, a aposta alvinegra foi em Marcelinho Paraíba, que assumiu o cargo de treinador da equipe. O ídolo e ex-atleta do clube assumiu a sua primeira missão na nova função e tem oscilado. Na Copa do Nordeste, por exemplo, o Galo alternou bons e maus momentos, sendo capaz de empatar com o Fortaleza fora de casa e de perder para o ABC em casa, um time que também convive com problemas financeiros.

O Galo, por sinal, chega ao Paraibano após ter disputado a Copa do Brasil e a Copa do Nordeste. Na competição nacional, foi derrotado pelo América-MG na primeira fase. Já no regional, a eliminação foi mais dolorida, sendo na última rodada e com chance de classificação. Apesar disso, o campeão paraibano chega ao estadual com rodagem.

Acompanhe o dia a dia do Galo
Assim como Botafogo-PB e Campinense, o Treze entra no Paraibano como um dos candidatos ao título. Vale ressaltar que, desde 2010, somente o trio é quem ergue o troféu estadual.

Técnico: Marcelinho Paraíba

Principal destaque: Jeferson (goleiro)

Elenco: O elenco trezeano conta com muitas opções, mas, observando os atletas por posições, é um plantel mais desequilibrado. Há jogadores que conhecem bem o futebol paraibano, como o bom goleiro Jeferson, remanescente para a nova temporada, o zagueiro Adriano Alves, que vai para mais uma jornada como jogador trezeano, e o meia Birungueta, que já defendeu diversas equipes no estado.

Há também boas apostas, como Jairinho e João Leonardo, atacantes que mostraram ter faro de gol até o momento vestindo a camisa do Treze. É bom ficar ligado também em outros nomes, como os casos do lateral-direito Paulinho, do volante Régis Potiguar e do meia Kleiton Domingues.

Um ano após viver o céu e o inferno, o que o time trezeano precisa mesmo é ter um pouco mais de estabilidade e tranquilidade para seguir em busca dos objetivos na temporada. E, nesse cenário, o Campeonato Paraibano é um desejo mais palpável para a equipe de Campina Grande.

gepb