Previous
Next
Previous
Next

Laudo pericial de veterinários identifica maus-tratos aos felinos do Parque da Bica

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on whatsapp

Um laudo pericial feito por quatro médicos veterinários peritos aponta que os grandes felinos que moram no Parque Arruda Câmara, a Bica, em João Pessoa, sofrem maus tratos. A investigação foi realizada a partir de uma denúncia feita pelo Núcleo de Justiça Animal da Universidade Federal da Paraíba (NEJA-UFPB) para a Delegacia do Meio Ambiente da Paraíba, que instaurou um procedimento policial e solicitou a análise do caso.

O documento indica que há negligência praticada por médicos veterinários, zootecnistas e biólogos que trabalham no local e são responsáveis pelo cuidado com os animais.

Em nota, a Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de João Pessoa disse que todos os animais acolhidos na Bica são tratados por uma equipe multiprofissional, recebem alimentação balanceada e tratamento médico veterinário no ambulatório. A direção da Bica questiona ainda a legitimidade do laudo.

Entre as principais irregularidades encontradas na Bica estão a falta de limpeza e estrutura inadequadas de parte dos locais onde os felinos moram, o espaço menor do que o adequado para eles e alimentos incorretamente condicionados que podem causar situações de extrema magreza ou obesidade.

Um dos animais que podem estar sofrendo maus-tratos é a onça-pintada, espécie criticamente ameaçada de extinção na Caatinga. O documento também indica como gravíssima a falta de um responsável médico pelo local.

O exame foi realizado em maio de 2019 e periciou sete animais, mas o documento foi assinado e oficializado em novembro do ano passado. Segundo a Polícia Civil, o procedimento foi concluído e encaminhado para a Justiça.

O coordenador do NEJA, Francisco José Garcia, informou que vai solicitar que o caso seja avaliado pela Justiça Federal e que o órgão tomará todas as providências necessárias para responsabilizar os envolvidos nas esferas administrativa, civil e penal.

Elefanta Lady foi transferida para santuário após laudo apontar risco de morte
A disputa judicial para decidir o destino da elefanta que morava na Bica teve início em junho de 2019, quando o Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para investigar a situação da condição de vida do animal que foi resgatado de um circo.

O procedimento foi aberto depois de denúncias de maus-tratos e após a elefanta derrubar a cerca de proteção e escapar de área protegida na Bica. No final de julho, o laudo entregue ao MPF apontou que a elefanta corria risco de morte, afirmando que o animal estava com a doença que mais mata elefantes em cativeiro no mundo.

No laudo, foi afirmado pelos veterinários, que Lady estava em sofrimento devido à estrutura inadequada, falta de capacitação dos funcionários e negligência veterinária e administrativa. Inclusive, há a afirmação de que Lady passa por abuso psicológico na presença do antigo tratador.

Um dia depois, a direção da Bica negou que a elefanta Lady sofresse maus-tratos. O Santuário de Elefantes do Brasil emitiu uma nota em outubro sobre a situação da elefanta. Após audiência, ficou determinada a transferência.

Seis semanas após chegar ao Santuário de Elefantes do Brasil, localizado em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, a elefanta Lady apresenta melhora significativa tanto na saúde quanto na adaptação ao local.

No começo deste ano, a página oficial do santuário em uma rede social postou uma foto de antes e depois de Lady. A primeira foto foi tirada alguns dias antes de chegar ao santuário, ainda no zoológico do qual foi resgatada, em João Pessoa (PB), e a outra, depois de começara se adaptar ao local.

ClickPB