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Marinha dos EUA realiza apreensão de armas russas e chinesas no Mar da Arábia

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A Marinha dos Estados Unidos apreendeu um grande carregamento ilícito de armas no Mar da Arábia, anunciou a Quinta Frota da Marinha americana nesta segunda-feira (10).

Dezenas de mísseis antitanque russos e milhares de rifles de assalto chineses estão entre os armamentos apreendidos, segundo a frota americana baseada no Bahrein.

A apreensão do arsenal foi feita pelo navio cruzador de mísseis guiados USS Monterey na quinta-feira (6), perto de Omã e do Paquistão, e divulgada no sábado (8). As fotos foram reveladas no domingo (9).

Segundo a Marinha americana, o carregamento ilícito estava em uma pequena embarcação sem bandeira que navegava em águas internacionais no Norte do Mar da Arábia.

A carga levou dois dias para ser transferida para o USS Monterey. A tripulação foi interrogada, recebeu água e comida e foi liberada, segundo a Marinha americana.

A quantidade de armas apreendida é tão grande que cobriu grande parte do USS Monterey, que tem 567 pés de comprimento (173 metros).

“O carregamento de armas incluía dezenas de mísseis guiados antitanque russos avançados, milhares de rifles de assalto chineses tipo 56, centenas de metralhadoras PKM, rifles de precisão e lançadores de granadas propelidas por foguete”, segundo comunicado.

A Marinha americana acrescentou que o armamento ficará sob custódia dos EUA enquanto a fonte original e o destino estão sob investigação.

Origem Irã, destino Iêmen
Investigação preliminar da Marinha americana aponta que o navio saiu do Irã e tinha como destino o Iêmen, para apoiar os rebeldes Houthis, apesar do embargo da ONU.

Desde 2015, o Conselho de Segurança da ONU impôs um embargo de armas aos Houthis.

Apesar disso, especialistas da ONU alertam que “um número crescente de evidências” sugere que o Irã “fornece volumes significativos de armas e componentes aos Houthis”.

A missão do Irã na ONU não respondeu a um questionamento da agência de notícias Associated Press. O país já negou no passado ter armado os rebeldes no Iêmen.

A apreensão é uma das várias já feitas pelos EUA durante a guerra no Iêmen, que começou em setembro de 2014 e deu origem a uma das piores crises humanitárias do mundo.

A guerra já matou cerca de 130 mil pessoas, incluindo mais de 13 mil civis, segundo o Armed Conflict Location & Event Project.

G1