Previous
Next
Previous
Next
Previous
Next
Previous
Next

Paula Fernandes mudou para fazenda atrás de qualidade de vida

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on whatsapp

Quando estourou nacionalmente, em 2011, Paula Fernandes chegou a realizar 220 shows em apenas um ano. A rotina que garantiu a fama, no entanto, é vista de duas formas pela cantora. Ao mesmo tempo que ajudou na realização de diversos sonhos pessoais, atribuiu a ela uma rotina que Paula não quer mais repetir.

— Essa visão de sucesso é relativa. Pra mim, hoje, o sucesso é manter o que atingi e ter qualidade de vida para aproveitar o que eu consegui até agora. Em 2011, eu não tinha vida pessoal, não podia cuidar de mim. Hoje posso cuidar de mim e curtir o que conquistei. Tenho até tempo para compor.

Com novo clipe e uma turnê que atualiza os arranjos dos sucessos, a cantora comenta que sabe lidar com altos e baixos do sertanejo e não se ressente por não ser mais a única mulher em destaque no segmento. Pelo contrário, pé no chão, Paula afirma que toda carreira atinge um teto e o maior desafio não é crescer para sempre e sim manter o que conquistou e evitar embarcar nos modismos do momento para se manter em evidência.

— Se repaginar é difícil quando a gente chega numa posição muito elevada. É difícil permanecer na posição que estive. Respeito aquele momento, mas entro numa fase que eu sei que é de ápice e estabilidade. Isso me tranquiliza, porque eu sei que já cheguei alto demais, mas seria uma ilusão pensar que ficaria pra sempre naquele patamar.

Em entrevista ao R7, a cantora faz um balanço da carreira, comenta o lançamento do clipe Beijo Bom e explica porque largou a cidade para viver na fazenda.

R7 — A nova música atualiza seu som, mas não chega a se assemelhar com o sertanejo atual. Como é atingir esse tipo de sonoridade?

Paula Fernandes — É importante se respeitar como artista. Respeito meus gostos e o que desejo pro meu momento. As pessoas enxergam que to inovando e me recriando. Mas sem perder a simplicidade, identidade e a originalidade. Minha música é simples, mas a roupagem e os arranjos dão uma aparêcia de que é algo mais sofisticado. Mas é acessível para qualquer um tocar em bar e boteco. O folk não pede tantos elementos.

R7 — Quando você grava um clipe, como de Beijo Bom, se envolve no processo de criação ou não se mete no que não é a sua área?

Paula — O novo vídeo tem alguns pitacos meus, mas deixo a equipe trabalhar da forma deles. A música é uma declaração de amor muito clara. Simples assim. E essa música tem milhões de possibilidades de roteiros. Mas eu sugiro para que os fãs façam seus próprios clipes em cima da música e me envie.

 

 

R7 — Neste ano também, você lançou o projeto Jeans, que atualiza os arranjos e a forma como você canta. Por que essa mudança radical nos shows?

Paula — Meu comportamento já mudou. Estou mais solta. Menos tímida. E quero mostrar essa nova forma de me expressar nesse show dirigido pela Joana Mazuchelli. Por isso o nome jeans, que é um material democrático e versátil. Se repaginar é difícil quando a gente chega numa posição muito elevada. É difícil permanecer na posição que estive. Respeito aquele momento, mas entro numa fase que eu sei que é de ápice e estabilidade. Isso me tranquiliza, porque eu sei que já cheguei alto demais, mas seria uma ilusão pensar que ficaria pra sempre naquele patamar.

R7 — Você lida bem com os altos e baixos da profissão?

Paula — Essa visão de sucesso é relativa. Pra mim, hoje, o sucesso é manter o que atingi e ter qualidade de vida para aproveitar o que eu consegui. Foram 220 shows em 2011, para ter uma ideia. Eu não tinha vida pessoal, não podia cuidar de mim. Hoje posso cuidar de mim e curtir o que conquistei. Tenho até tempo para compor.

R7 — Como é abandonar a vida urbana para viver o sonho de morar na área rural?

Paula — Eu abandonei a vida urbana e agora moro perto de Belo Horizonte, numa fazenda. Tinha uma vista incrível no meu apartamento, mas optei por ficar mais perto dos meus bichos e tenho mais qualidade de vida lá. Eu gosto muito desses extremos. De um dia estar no palco, no outro cuidar da horta e no terceiro estar em Las Vegas recebendo o Grammy Latino. É um equilíbrio.

R7 — Nesse novo projeto, você também inclui shows acústicos. Você acredita que conseguiu aproximar o sertanejo da MPB?

Paula — Eu consegui atrair o público que vai a teatro e não frequentaria uma feira agropecuária. Então eu acho que consegui aproximar o sertanejo da MPB, de certa maneira. Por isso tenho shows em teatros nas turnês, para atender essas duas demandas também.

R7 — Como a música te auxiliou na batalha contra a depressão?

Paula — Me curei da depressão ouvindo e criando música. Não que eu expressasse o que sentia quando estava compondo, mas servia como válvula de escape. Ninguém sabe o que significa cada música, mas os sentimentos são passados de forma emocionante para as letras.

 

 

R7