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Trauminha de Mangabeira é interditado pelo Conselho Regional de Medicina

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O Ortotrauma de Mangabeira, em João Pessoa, foi eticamente interditado pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), nesta sexta-feira (28). A interdição ética, que inicia à meia-noite, não fecha o hospital, mas recomenda aos médicos da instituição que não trabalhem devido às condições precárias.

A equipe de fiscalização constatou que havia graves problemas nas salas de cirurgia, como buracos no teto, infiltrações, ferrugem e mofo, causando sérios riscos aos pacientes. Este bloco interditado possui quatro salas para cirurgias gerais.

Há ainda outro bloco, com três salas, que realiza procedimentos de ortotrauma, que continuará funcionando normalmente, apesar de algumas irregularidades.

O hospital também apresenta outros problemas em sua estrutura, com infiltrações e buracos nas paredes, além de infestação de baratas na enfermaria, superlotação e demora na realização de cirurgias. Pacientes e acompanhantes ainda relataram à equipe do CRM-PB que, durante o período de internação, precisam levar lençóis, travesseiros, colchões e ventiladores.

“Sabemos da importância do hospital para a população de João Pessoa, por isso não podemos interditar toda a unidade, mas encontramos muitas irregularidades que precisam ser resolvidas de imediato. Dessa forma, cirurgias ali realizadas põem em risco de morte os enfermos. Nas outras salas de cirurgia também existem problemas, mas serão preservadas da interdição ética, pelo menos por enquanto”, afirmou o diretor de Fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa.

Ele ainda acrescentou que há superlotação nas enfermarias, com pacientes pelos corredores, além da presença constante de baratas, relatada e mostrada por fotografias e vídeos feitos pelos pacientes e acompanhantes.

O hospital é um importante equipamento de saúde da capital e realiza 200 atendimentos ambulatoriais e 100 atendimento de urgência e emergência diariamente.

São mais de 200 médicos de diversas especialidades trabalhando no complexo hospitalar que chega a realizar cerca de 600 cirurgias por mês, possuindo dois blocos cirúrgicos, um para cirurgias gerais e outro para as de ortotrauma. Será interditado apenas o bloco de cirurgias gerais.

Além do CRM-PB, participaram da fiscalização o Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) e o Conselho Regional de Fisioterapia da Paraíba.

O Ministério Público e a Vigilância Sanitária também foram convidados a participar da inspeção, mas não puderam comparecer. Após a fiscalização, o CRM-PB produziu um relatório que será entregue à direção do hospital, à Secretaria Municipal de Saúde e ao Ministério Público.

wscom