Apple bate Samsung e vira líder mundial de celulares em 2026

iPhones em loja – Imagem: Wongsakorn 2468/Shutterstock
Apple assumiu o topo das remessas globais de smartphones no primeiro trimestre de 2026, registrando um crescimento de 5% em relação a 2025. O desempenho da fabricante ocorre na contramão do setor, que sofreu uma retração total de 6% no período, pressionado pela escassez de componentes e instabilidades geopolíticas.

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Este resultado marca a primeira vez que a empresa lidera o mercado mundial num primeiro trimestre. A Apple alcançou uma fatia de 21% de participação.

Segundo a Counterpoint Research, o avanço da marca é sustentado por seu posicionamento no segmento premium e pela eficiência de sua cadeia de suprimentos integrada.

Escassez de chips para IA e crise logística impactam fabricantes de celulares

Enquanto a Apple expandiu sua base, a Samsung registrou uma queda de 6% em suas remessas, fechando o trimestre com 20% de market share.

O recuo da sul-coreana é atribuído ao atraso no lançamento da linha Galaxy S26 e a um desempenho fragilizado no segmento de aparelhos de entrada, que costumam movimentar grandes volumes.

galaxy s26
Recuo de market share da Samsung é atribuído, em partes, ao atraso no lançamento da linha Galaxy S26 – Imagem: Samsung/Divulgação

A estratégia da Apple foi impulsionada por um desempenho atípico na China, onde as vendas da empresa saltaram 23% apenas nas primeiras nove semanas de 2026.

Esse fôlego no mercado chinês, somado ao foco em dispositivos de maior valor agregado, permitiu que a companhia se protegesse da queda generalizada de demanda que atingiu competidores focados em modelos mais simples.

A retração do mercado global de celulares é explicada pela mudança de prioridade na indústria de semicondutores, que tem priorizado o fornecimento de memórias para data centers de inteligência artificial (IA) em vez de eletrônicos de consumo.

Além da crise de componentes, tensões no Oriente Médio afetaram o sentimento de compra dos consumidores. Isso reduziu o volume de novos pedidos.

No restante do ranking, a Xiaomi permaneceu na terceira posição com 13% de participação, mas foi a marca que apresentou a maior queda entre as cinco principais empresas do setor.

O cenário atual reforça uma divisão no mercado: enquanto marcas premium conseguem crescer, as fabricantes dependentes de componentes básicos enfrentam dificuldades logísticas e de produção.

Olhar Digital