Este resultado marca a primeira vez que a empresa lidera o mercado mundial num primeiro trimestre. A Apple alcançou uma fatia de 21% de participação.
Segundo a Counterpoint Research, o avanço da marca é sustentado por seu posicionamento no segmento premium e pela eficiência de sua cadeia de suprimentos integrada.
Escassez de chips para IA e crise logística impactam fabricantes de celulares
Enquanto a Apple expandiu sua base, a Samsung registrou uma queda de 6% em suas remessas, fechando o trimestre com 20% de market share.
O recuo da sul-coreana é atribuído ao atraso no lançamento da linha Galaxy S26 e a um desempenho fragilizado no segmento de aparelhos de entrada, que costumam movimentar grandes volumes.

A estratégia da Apple foi impulsionada por um desempenho atípico na China, onde as vendas da empresa saltaram 23% apenas nas primeiras nove semanas de 2026.
Esse fôlego no mercado chinês, somado ao foco em dispositivos de maior valor agregado, permitiu que a companhia se protegesse da queda generalizada de demanda que atingiu competidores focados em modelos mais simples.
A retração do mercado global de celulares é explicada pela mudança de prioridade na indústria de semicondutores, que tem priorizado o fornecimento de memórias para data centers de inteligência artificial (IA) em vez de eletrônicos de consumo.
Além da crise de componentes, tensões no Oriente Médio afetaram o sentimento de compra dos consumidores. Isso reduziu o volume de novos pedidos.
No restante do ranking, a Xiaomi permaneceu na terceira posição com 13% de participação, mas foi a marca que apresentou a maior queda entre as cinco principais empresas do setor.
O cenário atual reforça uma divisão no mercado: enquanto marcas premium conseguem crescer, as fabricantes dependentes de componentes básicos enfrentam dificuldades logísticas e de produção.
Olhar Digital









