Paraíba registra 7,4 mil casos de arboviroses e 14 mortes por dengue

Mosquito do Aedes aegypti, responsável por transmitir as doenças da Dengue, Chikungunya e Zika – (Foto: WikiImages / Pixabay)

A Paraíba registrou 7.436 casos prováveis de arboviroses e 14 mortes confirmadas por dengue em 2026, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) nesta terça-feira (13). Os dados consideram notificações até 3 de outubro, período correspondente à 39ª Semana Epidemiológica do ano.

A dengue concentra a maior parte dos registros, com 7.217 casos prováveis, o equivalente a 97,05% do total. O levantamento também contabiliza 214 casos de chikungunya e cinco de zika. Até o período analisado, não houve notificações de febre do Oropouche na Paraíba.

Casos de dengue aumentam em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período do ano passado, os casos prováveis de dengue aumentaram 16,37%, passando de 6.202, em 2025, para 7.217 em 2026.

Já a chikungunya apresentou redução de 57,79%, com queda de 507 para 214 casos. Os números reforçam a necessidade de manter o monitoramento das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti em todo o estado.

Paraíba confirma 14 mortes por dengue

O boletim da SES-PB aponta 14 mortes confirmadas por dengue, distribuídas entre dez municípios paraibanos.

São Bento concentra quatro óbitos, enquanto Campina Grande registra dois. Alagoa Nova, Bayeux, Brejo do Cruz, Camalaú, Guarabira, João Pessoa, Monteiro e Sumé contabilizam uma morte cada.

Outros seis óbitos permanecem em investigação. Desse total, três são em João Pessoa e os demais estão distribuídos entre Campina Grande, Mamanguape e Sapé, com uma ocorrência em cada município.

Regiões de saúde concentram maior incidência

A análise territorial identificou as maiores incidências de arboviroses na 8ª, 11ª e 1ª Regiões de Saúde. Os casos estão distribuídos pelas três macrorregiões da Paraíba.

Segundo a técnica responsável pela Vigilância das Arboviroses da SES-PB, Carla Jaciara, o aumento dos casos prováveis de dengue exige atenção contínua, principalmente nas áreas com maior incidência.

“Os dados mostram que a dengue continua sendo a arbovirose de maior circulação na Paraíba, o que reforça a necessidade de mantermos a vigilância ativa em todos os municípios. É importante que a população procure atendimento de saúde ao apresentar os primeiros sintomas, para que o diagnóstico e a notificação sejam realizados oportunamente. Ao mesmo tempo, precisamos fortalecer as medidas de prevenção dentro das residências, eliminando possíveis criadouros do mosquito. O enfrentamento das arboviroses é um trabalho permanente, que depende tanto das ações dos serviços de saúde quanto da colaboração de cada cidadão”, destacou.

Sorotipo DENV-3 é predominante

O levantamento também identificou a circulação de diferentes sorotipos do vírus da dengue na Paraíba, com predominância do DENV-3. O monitoramento laboratorial, realizado com apoio do Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB), auxilia no acompanhamento dos vírus em circulação e na definição de medidas de saúde pública.

A SES-PB também informou que desenvolve ações em parceria com as Gerências Regionais de Saúde e os municípios. Entre as iniciativas estão capacitações para aplicação de inseticidas, apoio à implantação de ovitrampas para monitoramento do mosquito, reuniões técnicas para qualificar notificações e atividades de vigilância e controle vetorial.

Como prevenir a dengue

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a população deve eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti, evitando o acúmulo de água parada e mantendo reservatórios devidamente vedados.

A orientação é procurar atendimento de saúde diante de sintomas como febre, dor de cabeça e dores no corpo. Também é importante ficar atento aos sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos.

Os dados do boletim são provenientes dos sistemas oficiais de vigilância epidemiológica e podem ser atualizados conforme o avanço das notificações e investigações.

O boletim epidemiológico completo está disponível no site da Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba.

Resumo da Notícia

  • A Paraíba contabiliza 7.436 casos prováveis de arboviroses em 2026.
  • A dengue concentra 7.217 registros e 14 mortes confirmadas.
  • Os casos prováveis de dengue aumentaram 16,37% em relação ao mesmo período de 2025.
  • Seis óbitos suspeitos de dengue seguem em investigação.
  • São Bento tem quatro mortes confirmadas, e Campina Grande registra duas.

Portal Arapuan