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Veja como desenrolam os principais golpes no WhatsApp

Ao mesmo tempo em que as pessoas ficam cada vez mais conectadas, também aumentam os golpes praticados no WhatsApp. O mais comum deles é alguém se passando por um familiar, pedindo determinada quantia de dinheiro para alguma emergência. O caso que você vai ver agora aconteceu nesta quarta-feira (18), em Campinas (SP). Uma funcionária pública chegou a cair no golpe e só não perdeu R$ 4.000 porque a gerente do banco desconfiou da transação e bloqueou a senha. Caso contrário, a quantia estaria nas mãos dos cibercriminosos.

Veja como a conversa se desenrola
No momento em que a funcionária pública estava em uma aula, ela recebeu uma mensagem no WhatsApp de uma pessoa que a abordou como mãe, pedindo um valor para cobrir determinados gastos extras que surgiram e que a quantia seria devolvida ainda hoje. O mais curioso: a vítima tem uma filha que mora em São Paulo e acabou se de mudar. E o mais intrigante: o celular mais novo da filha está no conserto. Todas as informações estavam nas mãos dos cibercriminosos, que logo enviaram a mensagem:

“É que preciso fazer um pagamento agora e meus aplicativos estão tudo no outro aparelho”. Ao receber a mensagem, a mãe logo pensou que, realmente, fosse a sua filha e caiu na conversa.

Sem hesitar, a funcionária pública pediu os dados da conta. Ao recebê-los, logo começou a realizar a operação bancária.

Ao longo do procedimento, a vítima aproveitou para perguntar sobre a rotina de sua filha, tendo em vista que a jovem está a poucos dias na capital paulista a trabalho. E tudo foi respondido na maior tranquilidade.

E a conversa prosseguiu, enquanto a transação era efetuada. O que os criminosos não esperavam é que o banco desconfiou da ação. Ao ser comunicada pela gerência, a vítima entrou em contato novamente com a sua ‘pseudo’ filha e pediu que fosse feita uma chamada de vídeo. Como não houve resposta, o golpe estava confirmado e sua conta livre de perder R$ 4.000.

No entanto, muita gente cai em golpes similares. Portanto, é preciso ficar atento a esses sinais. Geralmente, os criminosos se apresentam como filhos, pais ou mães e dificilmente dizem o nome da pessoa. Observe também o tipo da linguagem, tendo em vista que geralmente eles cometem erros de português. Ou falam de situações comuns, como o tempo, a escola ou o trabalho. E sempre querem tudo “para ontem”.

Senso de urgência
Outro sinal nítido de um golpe é o senso de urgência do pedido. Nesse sentido, muitas vezes conseguem enganar justamente pelo fato das vítimas terem pressa na transação, o que contribui para que não pensem racionalmente, tomando decisões precipitadas.

Por isso, chegar as informações é fundamental. Busque ligar para a pessoa que está entrando em contato ou peça uma chamada de vídeo. Fazer perguntas bem íntimas também funcionam, como um apelido de infância ou o nome do PET da família, por exemplo.

Em outro tipo de golpe praticado no WhatsApp, os cibercriminosos se apresentam como gerentes do seu banco e pedem a senha para uma atualização. Instituições financeiras nunca fazem isso.

Isso também vale para os seus dados. Desconfie de contatos que peçam informações demais sobre você. No caso de mensagens e e-mails, fique atento ao remetente e confira se quem enviou é de confiança.

No caso de ligações feitas por funcionários de instituições, se você não tiver certeza de que está falando com alguém que realmente representa a empresa, desligue a chamada e tente ligar para um número oficial – como os que aparecem nos canais oficiais de bancos, lojas e outras instituições.

Baixar um arquivo
Entre os golpes mais comuns praticados no WhatsApp está os que ofertam ganhos extraordinários de dinheiro para trabalhar em casa ou no celular, muitas vezes com uma expectativa de até R$ 1.500 por dia. Claro, é golpe.

Nunca clique nesses links, pois eles podem te redirecionar para uma página de downloads onde existem softwares maliciosos que podem roubar os seus dados. Veja um exemplo comum que circula nos grupos Brasil afora.

Diante desses alertas, vale a pena sempre desconfiar e ser cauteloso em suas rotinas online. E tenha muito cuidado também com o PIX. Afinal, a tecnologia pode ser muito útil para facilitar a vida dos cidadãos, mas também abre inúmeras brechas para pessoas mal intencionadas obterem ganhos rápidos e fáceis do dinheiro alheio.

E não se esqueça: caso você seja vítima de algum golpe, não deixe de registrar um Boletim de Ocorrência (BO). Somente com os dados, a Polícia Civil poderá ter mais embasamento nas inivestigações e consequente prisão dos cibercriminosos.

olhardigital